O celebrante é quem dá o tom da cerimônia de casamento e deve ser escolhido com muito cuidado. Veja nossas dicas e indicações!

Quando se pensa em cerimônia de casamento, muito se fala sobre trilha sonora, decoração, e até escolha das madrinhas e padrinhos, mas tem uma figura primordial e que nem sempre é lembrada: o celebrante do casamento.

É o celebrante que vai dar o tom da cerimônia, emocionar ou fazer rir. São suas palavras que vão ficar guardadas para sempre na memória dos noivos e convidados. Escolher uma pessoa é também escolher a imagem e a voz pelas quais seu casamento será eternizado. É uma responsabilidade enorme!

Se a proposta for um casamento personalizado, as opções são ainda maiores. Pode ser tanto um celebrante profissional quanto algum familiar ou amigo. O importante é que você escolha alguém que fale bem, seja carismático e tenha uma proposta de celebração na linha do que você quer para o seu grande dia.

E se depois de pensar você decidiu que quer uma cerimônia personalizada por um celebrante, nós podemos te indicar alguns dos nossos nomes preferidos. Aqui, os próprios celebrantes contam um pouquinho de como é o seu trabalho e as cerimônias celebradas por eles. Vem ver:

 

Luiz Longuini

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Luiz Longuini é pastor, mas celebra cerimônias centradas na espiritualidade e não na religiosidade ou em uma religião específica. Durante o casamento, relaciona a vida do casal com os textos bíblicos, poéticos e aspectos da cultura em geral.

Celebrar uma cerimônia de casamento centrada na espiritualidade é afirmar um compromisso existencial. É a maneira como eu vejo e vivo a vida. É reconhecer que a instituição é importante, mas não é tudo. A espiritualidade é mais abrangente. Todas as religiões tem a sua própria espiritualidade e mesmo aqueles que não têm religião, ateus e agnósticos, também cultivam uma certa espiritualidade. O espírito se relaciona com a vida e respirar é ter o espírito. Essa postura diante da vida, nos leva a um compromisso ecumênico, respeitando todos os credos. Coloca em nós uma vivência de respeito para com todas as pessoas e suas opções diante da vida. A religiosidade limita nosso viver. A espiritualidade nos faz viver em liberdade.

O diferencial também está relacionado com a história do casal e o que eles desejam, desde que não ultrapassem os limites que me são impostos pelas leis civis e eclesiásticas. Minhas celebrações levam em conta o aspecto ecumênico (de respeito a todos os credos) e nesse caso não faço menção aos aspectos da religiosidade. Celebro o AMOR como presente divino a todas as pessoas. Fomos criados para amar e sermos amados. Realizo as cerimônias de casamento com emoção, espiritualidade, fé, respeito, compromisso. Quando me coloco diante de uma assembleia e diante dos noivos e seus familiares estou ali por inteiro, com tudo que sou, com minhas virtudes e meus defeitos. Sou apenas um instrumento nas mãos do Criador para abençoar o casal e as famílias e me sinto também muito abençoado.

 

Ilana Reznik – Casamento Colorido

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Ilana Reznik se define como uma “moça que acredita na delicadeza e no amor”, “tecelã de afetos”. A escritora carioca criou o Casamento Colorido e celebra cerimônias personalizadas, a partir da história de cada casal.

Meu único compromisso é o de celebrar a história de amor do casal.

Acho que a cerimônia de casamento é como o filme da nossa vida que passa ali, ao vivo, naquele dia único que é o dia do casamento, onde estamos cercados dos nossos personagens favoritos. Esse filme conta o que já foi vivido e anuncia também o que virá. Tudo sob uma perspectiva amorosa. Se, como celebrante, eu prestar bem atenção aos personagens e às suas histórias, não tem como esse filme, essa cerimônia, ser igual a nenhuma outra.

Tenho um fascínio por pessoas e suas histórias. Amo virar pra alguém e perguntar: onde começa a sua história? O que vem na sequência, pra mim, é encantamento. Histórias de vida são muito preciosas. Dou muito valor a todas elas. Acho que por isso me conecto muito com as pessoas. Consigo entender bem quem elas são e o que desejam ver/ sentir/ viver na sua celebração de casamento.

 

Jhonatha Gerber

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Jhonatha Gerber foi Frade Franciscano por 14 anos e Padre por 4 anos. Durante o período, ganhou reconhecimento pelos casamentos no Rio de Janeiro, principalmente, os realizados no Convento das Clarissas. Atualmente, é celebrante e jura que não mudou sua forma de celebrar, mas deixou para trás as regras próprias da Igreja Católica.

Eu acredito no amor entre duas pessoas. Acredito que esse amor merece comemoração com base na verdade, na emoção, na leveza, na brevidade e na vontade do casal.

Mais do que possível, é necessário e digno que a cerimônia de casamento seja personalizada. Cada pessoa humana é única. Não seria justo dizer a mesma coisa para um casal com amigos, famílias, religiosidade, história, sonhos, aspirações tão diferenciadas.

Cada casal tem uma forma própria de entender Deus, fé e religião. É importante ouvir como o casal deseja lidar com esse tema diante de seus amigos e familiares mediante a diversidade religiosa que merece respeito e reconhecimento.

No grande dia, estudo todas as anotações das reuniões com o casal para estar afinado, cumprimento toda a equipe, conheço os convidados, bato um papinho com eles e absorvo a boa energia dessa galera que ama o noivo e a noiva.

 

Karla Natal – Escrevedora de Afetos

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Karla Natal é jornalista por formação, mas celebrante de casamentos por paixão. Tudo começou com um convite inusitado de uma amiga para celebrar seu casamento. Foi ali que Karla percebeu que a tarefa trazia a essência do bom jornalismo: escutar, olhar para o outro, entender realidades diferentes e depois reportar isso tudo ao espectador. Assim surgiu a Escrevedora de Afetos.

A poesia é uma paixão e faz parte da minha vida, do que sou, do que eu acredito, das minhas escolhas. É por isso que meu texto é encharcado dessa beleza poética. Um jeito delicado de olhar pras coisas, pras pessoas e pra tudo que acontece ao nosso redor. Desse jeitinho, o ‘Escrevedora de Afetos’ realiza celebrações em ‘Estado de Poesia’ (como o Chico César nos ensinou naquela música).

Isso significa que não costumo contar a história do casal de forma cronológica, ao pé da letra. Prefiro traduzir tudo a partir de um olhar mais subjetivo, lúdico. Revelando as emoções por trás de cada fase da vida deles, conjugando o que toca e recorda, fazendo caber a grandeza que cada casal carrega.

O texto é autoral, cada cerimônia é única, personalizada e se debruça na poesia escondida que eles me revelam em cada entrevista e encontro.

 

Bruno Flores – Bem Dito Casamento

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Certo dia, o falante publicitário Bruno Flores foi convidado para celebrar o casamento de um casal de amigos. Foi então que percebeu que seria muito mais feliz profissionalmente contando histórias de amor em vez de histórias de marcas e produtos. Surgia ali o Bem Dito Casamento.

A cerimônia não é minha, é nossa, porque é feita com a participação dos noivos. Eu não sigo nenhum dogma. Por isso, os noivos são livres para moldarem comigo a cerimônia, de forma que tenha o maior significado para eles.

Em uma cerimônia celebrada por mim, a sensação que fica é de ter um amigo falando sobre o amor de dois amigos, entre amigos. Também gosto de incluir os convidados na celebração. Sempre digo que é o amor de todos ali presentes que está celebrando a união daquele casal. Não sou eu que os declaro marido e mulher, mas nós todos, juntos, declaramos.

Procuro falar de amor de uma forma simples e bem-humorada. Tratar do amor com humor e leveza, falando como acontece na realidade. Eu não idealizo o amor, eu falo do amor real. Falo sobre as coisas que o casal passou junto, tanto momentos divertidos quanto de dificuldade.

Cada história é, de fato, única. Por isso, nenhuma cerimônia é igual à outra.

 

E aí, já sabe quem escolher?
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Por Katryn Dias
Fotos Hugo Carneiro / Uma Rosa Filmes / Marcio Monteiro / Carol Bustorff / Carolina Azevedo